sábado, 1 de outubro de 2011

Estágio Supervisionado - Análise SWOT


 

 

Análise SWOT

O SWOT (Strengths, Weaknesses, Opportunities e Threats) é uma técnica que
auxilia a elaboração do planejamento estratégico das Organizações que começou a ser desenvolvido nos anos 60-70, nas escolas americanas. O objetivo é focalizar a combinação das forças e fraquezas da organização com as oportunidades e ameaças do mercado.
Os pontos fracos e fortes de uma empresa são constituídos dos seus recursos, que incluem os recursos humanos (experiências, capacidades, conhecimentos,habilidades); os recursos organizacionais (sistemas e processos da empresa como estratégias, estrutura, cultura, etc.); e os recursos físicos (instalações,equipamentos, tecnologia, canais, etc.).
Já as oportunidades são situações externas e não controláveis pela empresa, atuais ou futuras que, se adequadamente aproveitadas pela empresa, podem influência-lá positivamente. Quanto as ameaças são situações externas e não controláveis pela empresa, atuais ou futuras que, se não eliminadas, minimizadas ou evitadas pela empresa, podem afetá-la negativamente
Montana e Charnov (2005), explicam que essa abordagem utiliza a opinião dos
executivos da organização para avaliar os pontos importantes do planejamento.
Para tanto, são realizadas entrevistas com os executivos e as informações obtidas são agrupadas em uma matriz. Assim, considerarão que esses executivos têm um entendimento abrangente da organização no que se refere aos seus pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças.
O objetivo da SWOT é levantar estratégias para, no contexto do planejamento
estratégico, manter pontos fortes, reduzir a intensidade de pontos fracos,
aproveitando-se de oportunidades e protegendo-se de ameaças. A análise também é útil para revelar pontos fortes que ainda não foram plenamente utilizados e identificar pontos fracos que podem ser corrigidos.
Diante da predominância de pontos fortes ou fracos, e de oportunidades ou
ameaças, podem-se adotar estratégias que busquem a sobrevivência, a
manutenção, crescimento ou desenvolvimento da organização.
As definições de pontos fortes e fracos da organização são uns dos principais
desafios dessa técnica. Para solucionar esse problema busca-se identificar quais aspectos da organização são duradouros e imutáveis durante períodos
relativamente longos e quais aspectos são necessariamente mais responsivos às mudanças no mercado e às pressões de forças ambientais.
A função principal da análise SWOT é levar ao estabelecimento de objetivos para a organização. Analisando-se as variáveis incontroláveis do ambiente externo, tais como de aspectos sócio-econômicos, políticos, de legislação entre outros, pode-se esperar um cenário otimista ou pessimista. Tal cenário é então confrontado com a capacidade da empresa e assim avalia-se os meios para competir em mercados concorridos. Desse modo, são estabelecidos os objetivos que irão definir o que deverá ser feito para os próximos anos. É, pois, nesse sentido, que se afirma que a estratégia e a Inteligência Competitiva devem andar juntas (Stollenwerk, 2005)


Passos para utilização da técnica do SWOT, com base em Montana e Charnov
(2005) e Oliveira (2004):
Criar uma lista de executivos e funcionários-chave – A abordagem
do SWOT utiliza a opinião dos executivos e funcionários para inventariar
questões importantes para a organização. Baseia-se na suposição de que
as metas e objetivos de uma empresa são encontrados na mente de seus
executivos. Por isso também é considerada uma técnica de brainstorming.

Desenvolver entrevistas individuais – As entrevistas são o formato
viável para proceder ao levantamento das informações junto aos
executivos-chave. Nessa ocasião, costuma-se usar uma seqüência de
itens para serem avaliados sob o ponto de vista da empresa como
oportunidades, ameaças, pontos fortes e pontos fracos. Esse
procedimento facilita a posterior classificação das respostas.

Organizar as informações – A premissa básica para a organização
das informações é a própria estrutura SWOT, por meio de uma matriz. O
que os entrevistados vêem como bom em suas operações atuais são os
pontos fortes da empresa; o que eles vêem como ruim são os pontos
fracos. O que eles vêem como bom no ambiente externo em termos de
futuras operações são as oportunidades; o que eles vêem como ruim são
as ameaças.

Priorização das questões – A decisão de quais questões devem ter
prioridade requer novamente o envolvimento dos entrevistados. Desse
modo, realiza-se o feedback entre entrevistado e entrevistador e se obtêm
o envolvimento de todo o grupo. Algumas técnicas como GUT (Gravidade,
Urgência e Tendência) podem ajudar nesta fase, inclusive para definir a
postura estratégica da empresa: sobrevivência, desenvolvimento,
manutenção, crescimento.

Definição das questões-chave – De posse da matriz e das questões
priorizadas é possível se estabelecer o que deve ser feito. Nessa fase
emerge a estratégia da organização, portanto tem-se a condição de definir
os objetivos da empresa para um determinado período. Do ponto de vista
da IC, podem ser identificas as questões chaves (KIT - Key Intelligence
Topics ou KIQ- Key Intelligence Questions).

O SWOT é uma ferramenta utilizada para fazer análise do ambiente ou de cenários, porém a sua utilização é bastante diversificada. Devido a sua simplicidade há registros de aplicação dessa técnica desde para processos de planejamento, até para estudos específicos na escolha de uma carreira profissional, por exemplo. É em última instância, uma ferramenta de apoio à tomada de decisão e, nesse sentido, tem sido bastante difundida no ambiente da inteligência competitiva.

 

 

 

PETROBRAS
MATRIZ SWOT
Abaixo os pontos que definem a Petrobras na visão da Geração Futuro, dentro de uma matriz swot, elucidando seus pontos fortes, fraquezas, oportunidades e ameaças.

Pontos Fortes
1. Empresa Integrada de Energia, o que possibilita capturar ganhos dentro da cadeia petrolífera, que envolve a exploração, a produção, o refino e a distribuição de petróleo e derivados;
2. Companhia de nível global, com negócios em vários países do mundo, o que
possibilita ter acesso a vários mercados, fornecedores e financiadores, bem como participar em diversos estágios de desenvolvimento de novas tecnologias.
3. Possui diversos negócios relacionados à crescente indústria de energias
renováveis, cujos potenciais de crescimento são significativamente elevados e cuja demanda potencial mostra-se extremamente acima da capacidade de produção e oferta dos produtos, como é o caso do gás natural, do etanol, do biodiesel e do HBio;
4. Por produzir no Brasil grande parte do petróleo utilizado nas refinarias, e por deter individualmente todo o parque de refino doméstico, atende sozinha a demanda de combustíveis e derivados leves brasileira;
5. Crescente expectativa de produção de seus campos para os próximos anos;
6. A baixa alavancagem financeira da Petrobras cria a possibilidade de novos
financiamentos com a finalidade de atender suas necessidades de investimentos sem fragilizar a sua estrutura de capital;
7. A Petrobras consegue captar dinheiro a um custo inferior principalmente em
virtude de sua posição corporativa grau de investimento tanto em sua controlada financeira internacional PIFCO quanto na própria companhia;
8. Elevada geração de caixa, podendo suprir suas necessidades de capital de giro,manutenção da estrutura, investimentos e pagamento de dividendos;
9. Seu portfólio de projetos para os próximos anos é grande, possibilitando optar por aqueles mais rentáveis em determinado momento, e variado, o que reduz o risco associado aos diferentes segmentos de energia;
10. Contínuo investimento em modernização e tecnologia, o que possibilita se manter em posições de liderança no mercado mundial, principalmente quanto a exploração de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, detentora de tecnologia “estado da arte”;
11. Consegue capturar ganhos de escala, contando com um grande parque refinador com atualmente 11 refinarias no Brasil, quatro no exterior, e ótima estrutura de distribuição;
12. Reservas de petróleo e gás mundiais equivalentes a mais de 17 anos de garantia de produção para a Petrobras, não considerando possíveis aumentos das reservas ou modificações nos volumes produzidos, potencializados pelas descobertas recentes na camada pré sal; considerando as reservas já anunciadas de Tupi, as reservas atingiriam produção potencial por mais 24 anos.
13. Grande volume de recursos direcionados à Pesquisa e Desenvolvimento, tanto para novas tecnologias como para novos produtos, contando inclusive com um centro próprio de tecnologia;
14. Ação de maior liquidez no mercado brasileiro de ações, o que possibilita o trânsito de grandes volumes financeiros e de investimentos de maior porte.

Pontos Fracos
1. A elevada participação do governo federal no capital da Petrobras, que lhe
assegura o seu controle, uma maior intervenção estatal em suas atividades
operacionais, tais como volume de investimentos, preços dos produtos e
procedimentos estratégicos;
2. O pagamento de royalties e participações governamentais permanece elevado em sua estrutura de custos, o que faz com que suas margens e rentabilidade sejam afetadas negativamente;
3. Não adesão a algum nível de governança corporativa torna-se um ponto negativo para a companhia, a medida que restringe certos direitos que poderiam ser estendidos aos minoritários e ao maior nível de disclosure das informações operacionais e de mercado;
4. Em um contexto mais ampliado, tratando a empresa como um conglomerado
integrado de energia, ainda possui elevada dependência de petróleo como fator
gerador de resultados, principalmente quando se leva em consideração que os
preços de realização de petróleo para as refinarias não têm a contrapartida devida nos preços dos principais combustíveis, gasolina e diesel;
5. O não cumprimento das metas apresentadas pela companhia pode levar a
estimativas exageradas quanto ao verdadeiro potencial dos negócios.

Oportunidades
1. Consumo mundial acelerado por energia, com a demanda por petróleo, a principal delas, na iminência de superar a curva da oferta. Este cenário contribui para que a Petrobras, com seus investimentos em toda a cadeia, aumente sua rentabilidade;
2. Em pleno desenvolvimento, o mercado de gás natural ainda é pequeno no Brasil quando comparado a outros países do mundo. A disseminação desta fonte de energia como alternativa para as indústrias para a produção de energia elétrica, transportes e outras finalidades abre um grande campo de negócios para a Petrobras;
3. As energias renováveis estão tomando seu lugar em um mundo que busca a
melhoria dos padrões ambientais. A Petrobras tem feito investimentos altos para incrementar e consolidar sua posição nestes mercados, dentre os quais o etanol e o biodiesel; os potenciais de crescimento que estas duas formas de energia alternativa mostraram ter são significativamente maiores que a oferta existente dos produtos;
4. Ampliar sua presença internacional, à medida que assume uma posição cada vez mais importante no mercado de energia mundial. As fronteiras energéticas podem ser extrapoladas, o que já tem sido feito com investimentos crescentes no Golfo do México, na África e no Oriente Médio;
5. O desenvolvimento das demais bacias sedimentares brasileiras pode resultar em descobertas potenciais cujo resultado seria aumento de reservas de petróleo e gás, que projetaria possibilidades de aumentos consideráveis na produção nacional. A bacia mais explorada até agora é a de Campos, sendo que a de Espírito Santo e de Santos ainda estão no início de suas prospecções. Ainda teríamos as Bacias do nordeste e do sul, pouco exploradas e que podem ter grande potencial de reservas;
6. Domínio da melhor e mais avançada tecnologia de exploração e produção de petróleo em águas profundas e ultra-profundas, servindo de referência
internacional para esse tipo de processo, o que facilita acordos, joint ventures e
acessos a outros mercados e tecnologias.

Ameaças
1. Os preços do petróleo tanto no mercado internacional como no mercado doméstico e seus derivados, bem como os preços do gás natural, são commodities e carregam consigo grande volatilidade. A influência do preço do petróleo nos resultado das Petrobras é grande e uma queda neste preço poderá afetar seus resultados, principalmente se tal queda for de maneira acentuada. Ou ainda, de maneira inversa, uma alta indiscriminada dos preços sem contrapartida nos preços dos combustíveis, pode reduzir a margem do abastecimento e levar a uma destruição de valor na cadeia de produtos da empresa;
2. O governo brasileiro possui 32,2% do capital total da companhia. Desta forma, os rumos da empresa podem se tornar instáveis a medida que, e principalmente, em época de eleição, os cargos dos principais executivos podem ser trocados e desta forma alterar suas orientações estratégicas. Na mesma linha, tem-se notado a possibilidade de aumentar a influência política direta nas decisões estratégicas da companhia, o que pode modificar a rentabilidade e o cenário esperado, e conforme divulgado pela companhia. Exemplo disso são orientações diferenciadas para
parcerias específicas no setor, seleção de investimentos prioritários, modificações nos recolhimentos de taxas e impostos (impostos, taxas, royalties e participações especiais) e na distribuição de dividendos. Além disso, a companhia pode vir a ser utilizada como ferramenta de implementação de políticas de desenvolvimento do país ou intermediária para a realização de projetos de desenvolvimento social, de responsabilidade da União, utilizando recursos para outras atividades que não o foco da empresa, que é a de ser uma empresa integrada de energia;
3. Os volumes atribuídos como parâmetros para a produção futura da empresa são amparados no tamanho de suas reservas, no capital disponível para investimentos, e na relação da oferta e demanda. Se um desses fatores for impactado de forma negativa, o planejamento da companhia poderá ser alterado bem como seus projetos postergados, o que resultará em menor produção com impactos em seus resultados;
4. A indústria do petróleo está exposta a diversas variáveis exógenas a sua operação, que podem influenciar negativamente seus resultados. Como exemplo, podemos citar os fatores climáticos (tempestades e furacões, entre outros), os fatores geopolíticos (divergências entre os países produtores, guerras civis, greves, atentados, sabotagens, etc), ambientais (acidentes com produção e transporte, vazamentos,licenciamento de projetos);
5. Exposição de suas operações internacionais às leis locais de cada país, o que pode tornar inviável a continuidade das mesmas ou uma drástica redução em suas rentabilidades, a exemplo do que aconteceu com seus parques de refino na Bolívia;

6. Crescente reposicionamento estratégico no setor petroquímico, que dadas as incertezas do setor, poderão se reverter negativamente para a companhia, e no futuro poderão, da mesma forma, influenciar em suas margens operacionais ou na alocação eficaz dos investimentos, com menor nível de retorno.

Análise SWOT

PETROBRAS – REFINARIA PRESIDENTE BERNARDES DE CUBATÃO (RPBC)
 Petrobras e suas unidades operacionais, como por ex. a RPBC, apresentam características singulares, quando comparadas a outras empresas comuns. Por se tratar de uma das maiores empresas do país, atuando no lucrativo setor de óleo,gás e energia, com poucos concorrentes, e forte participação do governo, sua análise apresenta mais vantagens do que obstáculos.
Pontos fortes:
- Força de trabalho altamente capacitada;
- Alta lucratividade(carteira diversificada);
-  Tecnologia de ponta em todos setores;
- Forte cultura de segurança operacional;
- Muito bem conceituada junto a seus stakeholders;
- Forte e bem sucedida estratégia de marketing;
- Excelente estrutura de treinamento e capacitação (Universidade Petrobras);
- Constante investimento em adequação logística,tornando-se competitiva;
- Constante investimento em expansão de suas unidades;

Pontos fracos:
- Processos internos burocratizados devido ao tamanho e complexidade da empresa;
- Pouca "permeabilidade" às técnicas administrativas nas frentes de trabalho, ou seja, empresa excessivamente orientada à soluções de engenharia;
- Decisões estratégicas sujeitas a políticas governamentais;
- Sujeita a processo de licitação restritivo e insuficiente (Decreto 2745/98);
- Forte dependência de capital externo para financiar plano de negócios;

Oportunidades:
- Baixa concorrência;
- Consumo em constante ascensão (óleo e gás);
- Exportação de tecnologia para outros países;
- Interesse de investidores estrangeiros no financiamento de projetos;

Ameaças:
- Elevados riscos operacionais;
- Entrada de novos concorrentes;
- Mercado fornecedor nacional ainda em desenvolvimento;
- Aumento no rigor nas exigências legais do setor (meio ambiente, royalties, sistemas de produção);



ANALÍSE DE SWOT
PETROBRAS – REFINARIA PRESIDENTE BERNARDES DE CUBATÃO- SETOR DE SUPRIMENTOS
Pontos fortes:
- Força de trabalho altamente capacitada;
- Referencia no Sistema Petrobras no controle de estoque, refletindo em lucratividade;
- Tecnologia de ponta em seus controles (softwear: SAP/R3, PETRONECT) todos os setores;
- Forte cultura de segurança operacional;
- Muito bem conceituada junto a seus stakeholders;
- Forte e bem sucedida estratégia de marketing;
- Excelente estrutura de treinamento e capacitação (Universidade Petrobras);
- Implementação das adequações logística

Pontos fracos:
- Processos internos lentos devido ao tamanho e complexidade da empresa;
- Pouca "permeabilidade" às técnicas administrativas nas frentes de trabalho, ou seja, empresa excessivamente orientada à soluções de engenharia;
- Decisões estratégicas sujeitas a políticas governamentais;
- Sujeita a processo de licitação restritivo e insuficiente (Decreto 2745/98);
Oportunidades:
- Baixa concorrência;
- Unidades Operacionais se adaptando, causando desafios constantes de compras;
- Interesse de outras bases na política de gestão de “estoque zero”, ou seja, quanto menos estoque menos imobilizado e melhor balancete da unidade de negocio;

Ameaças
- Elevados riscos operacionais;
- Entrada de projetos similares e novos concorrentes;
- Mercado fornecedor nacional ainda em desenvolvimento;
- Aumento no rigor nas exigências legais do setor (meio ambiente, royalties, sistemas de produção);












Fontes:

http://www.slaconsultores.com.br/artigos/planejamento_estrategico.pdf

http://colunas.cbn.globoradio.globo.com/platb/files/684/theme/gerapetro.pdf

Vendas e marketing...


A meu ver, ainda tem muitas empresas familiares que fazem uma pequena confusão, até investem em novas tecnologias, mas esquecem e confundem duas coisas: Vendas e marketing...

 

Estamos na Era da Informação e por este motivo que o Marketing vem ganhando força e importância cada vez maior no mundo, uma vez que a Globalização e a Internet estão unificando o mundo, as empresas aumentaram seus mercados, porém, perderam mercados fixos uma vez que a concorrência agora e Global.

Vendas e marketing, serão a mesma coisa? Teriam os mesmos objetivos? Alcançariam os mesmos resultados?

Vejamos...

"A venda enfoca as necessidades do vendedor; o marketing, as do comprador. A venda está preocupada com as necessidades do vendedor de converter seu produto em dinheiro; o marketing, com a idéia de satisfazer às necessidades do cliente por meio do produto e toda a gama de coisas associadas com a criação, a entrega e o consumo final." Levitt, Theodore (1988)

Na realidade, a venda e o marketing são antíteses e não são sinônimos ou complementações.

"Haverá sempre, podemos admitir, necessidade para alguma venda, mas o objetivo do marketing é tornar a venda supérflua, é saber e compreender tão bem o cliente que o produto ou serviço o sirva e se venda por si mesmo." Druker, Peter F. (1980)

"Do ponto de vista ideal, o marketing deve resultar num cliente que está pronto para comprar.

Tudo o que precisaremos então é tornar o produto ou serviço disponível, isto é, logística em vez de perícia em vendas, e técnicas estatísticas em vez de promoção.

O conceito de venda começa com os atuais produtos da empresa e considera sua tarefa utilizar a venda e a promoção para estimular um volume lucrativo de vendas.

O conceito de marketing é uma orientação para o cliente, tendo como retaguarda o marketing integrado, dirigido para a realização da satisfação do cliente, como solução para satisfazer aos objetivos da organização.

Podemos agora diferenciar, tanto em termos conceituais quanto aplicativos, as atividades de vendas (que priorizam o produto) e as de marketing (que focalizam a satisfação de necessidades do consumidor)." Kotler (1986)

Fonte: http://www.maurolaruccia.adm.br/trabalhos/estmkt.htm

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Novas empresas não chegam a cinco anos de ciclo de vida.

Criar e desenvolver empresas no Brasil tem sido um grande desafio, considerando que um número significativo de novas empresas não chegam a cinco anos de ciclo de vida.
Discuta:

a) Quais aspectos são considerados relevantes para o insucesso dos empreendimentos?
b) Como mudar este cenário?

Respondendo:

a) Quais aspectos são considerados relevantes para o insucesso dos empreendimentos?

Não aceitar que os clientes são o final do ciclo do processo produtivo e não se preocupar com eles, não oferecendo nenhum tratamento diferenciado além do produto. Esquecer que o cliente é o foco e sua fidelidade mantém a empresa viva.

Não valorizar sua marca através da mídia, sem investir em marketing de propaganda de seus produtos linkados a marca.

Não se preocupar em calcular o preço final ao consumidor, sem levar em conta o mercado competitivo, não saber a estratégia que usar para cada produto, tem que ter um profissional que entenda de planilhas de custo, margem de lucro e onde o produto vai penetrar,concorrer, etc.

Não se preocupar com a qualidade da matéria prima que dará origem ao produto, nem acreditar em certificação, acreditar que consumidor só quer desconto e preço bom, que não se preocupa com a qualidade da compra.

Não querer investir em tecnologia, achando que software, automação, comunicação via intranet, internet, comercio eletrônico é tudo muito caro.
Acreditar que todos profissionais são iguais. Não investir na qualificação, tendo uma politica de RH ultrapassada, achando que trocando a mão de obra resolve o problema e que o mercado ta cheio de gente precisando trabalhar, então não é necessário pagar salários que atendam as condições básicas de seus colaboradores e nem de altos salários para quem tem especialização em sua área de atuação..

Não acreditar em gestão de empreendimento, achar que é só produzir e vender barato, sem planos estratégicos, sem visão sistêmica de seus processos,achando que isso é pura burocracia e gera muito papelada.
Achar que seu fornecedor só porque precisa, não deve tê-lo na sua gestão, como colaborador/parceiro , na ilusão que ele pode até reclamar, mas vai lhe dar crédito.

Não acreditar em logística achar que quando precisar de insumos é só ligar e quando os produtos ficarem prontos é só despachar,achando que se investir nisso fica mais caro que o frete e transportadora tem um monte.

Não é necessário pesquisar as taxas dos bancos, todos são iguais. Esta procura é perda de tempo e tempo é dinheiro. Não adianta ficar fazendo controles...

Pensar que ninguém nesse empreendimento é melhor que você,já que todos tem que receber ordens o tempo todo, por isso é melhor obedecerem, porque você sabe o resultado que quer alcançar, portanto é bom que façam o que você quer.


Conclusão: Se qualquer empreendimento tiver no seu mentor estes pensamentos com certeza terá uma coletânia de insucessos.



b) Como mudar este cenário?

Pelo cenário do item a) este empreendimento estará em crise e a crise gera inovação,sendo assim, poderá reverter seu insucesso em sucesso se inovar da seguinte forma:

Para os Clientes: um Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
Para sua Marca : Contratar empresa especializa em marketing para renovar e consequentemente valorizar sua Marca junto ao mercado e seus consumidores.

Para seu Preço : Criar uma política de preços para seus produtos.

Para a Qualidade : Implantar um programa da Gestão da Qualidade.

Para Tecnologia e informação: Atualizar seu sistema de tecnologia e informação.
Para a Qualidade da Mão de Obra: Investir em politica de RH, preparando seus colaboradores para ter competência, habilidade e atitude.

Para os Controles : Criar plano de controladoria de seus processos.

Para Centralização: descentralizar o poder, contratando empresa para implantar um programa de Desenvolvimento de lideranças.




Acredito que desta forma este empreendimento conseguirá reverter o insucesso em sucesso!


Este trabalho foi baseado em pesquisa na internet,que cito abaixo:


Porém, com meu próprio texto, melhorado e traduzindo o conhecimentos adquiridos nas disciplinas ao longo deste curso:

José Marcos.





terça-feira, 13 de setembro de 2011

Organização no trabalho

O ergonomista Cristopher Dejours, faz a seguinte colocação em entrevista sobre a organização do trabalho:
“Por enquanto, os jovens não se batem para transformar as condições e a organização do trabalho. Eles se batem pelo emprego como tal, não pelo conteúdo, ou pelo sentido do trabalho.”
O que você pensa sobre essa colocação de Dejours? Acha que as pessoas buscam um trabalho, mesmo que ele não tenha um sentido de realização em suas vidas? Como foi sua experiência profissional nesse sentido? Acha que está realmente buscando sua realização profissional ? 

Acho relativa esta colocação, porque tem jovens que decidem pelo “ser” e outros pelos “ter”, tudo que se quer custa dinheiro, se a pessoa decide pelo “ser”,seu sonho, pode ser feliz e ter que viver de favores ou ter sorte de escolher uma profissão rentável que possa ser seu sonho e “ter” e ao mesmo tempo “ser” e aí sim,até transformar, inovar o seu meio,sendo feliz no que faz.
Do contrário cito uma pessoa que conheci em curso da empresa que trabalho; sua paixão é ser explorador de caverna, catalogar insetos, etc. Quanto ganha este profissional? Quem paga seu salário? Ele arrumou um jeito que realizar seu sonho, ele trabalha durante um tempo na área de recursos humanos, junta o suficiente pra poder se afastar e financiar seus projetos pessoais, ou seja, não faz exatamente o que quer, porque necessita primeiro ter pra depois ser. Acredito que na maioria dos casos vem primeiro o salário depois o sonho.



Verdade, na maioria das vezes nós iniciamos em áreas que não é de nosso interesse, porém como somos seres adaptáveis, com o tempo migramos para algo de nosso interesse e com isso nos tornando mais felizes profissionalmente.

A maturidade vem com o tempo, mas o importante é que mesmo não tendo certeza vale a pena tentar, é do espírito do jovem arriscar... Se ele esta mudando,parando trancando, está querendo acertar, pelo menos não está parado e sempre se aprende algo, né? O problema é que todos precisamos sobreviver e estas mudanças custam caro... 

Uma situação podem ser vista de várias maneiras, acho legal sua colocação de sempre querer ver as coisas da melhor maneira possível, com certeza a tarefa vai ser mais fácil se assumimos uma postura de pessoa proativa, não é?

É por isso que tudo que conquistamos com dificuldade tem um valor durarouro, seja dinheiro ou experiência, porque o desafio nos fortace para novas situações.

Quando passamos por situações difíceis nos abalarmos emocionalmente, porém quando esta situação se repetir ou for parecida, pensaremos: isto eu já vi!
E se agirmos de forma diferente estando no controle da situação usando a inteligência emocional que já aprendeu, desde da última situação, poderemos colher resultados positivos

Psicologia no trabalho

Considerando as doenças ocupacionais e o estresse relacionados a uma organização de trabalho, faça a seguinte reflexão:
Você acha que no seu trabalho ou na sua rotina você poderia alterar sua organização de forma que pudesse ter produtividade associada à qualidade de vida? Você já sentiu estresse ou teve algum tipo de doença física ou psíquica relacionadas a uma rotina de trabalho exaustiva? Como você reagiu a isso e quais modificações fêz em sua vida?


Ao meu ver a empresa não consegue aumentar a produção com o pessoal totalmente estressado, isto acarreta muitos problemas de saúde, absenteísmo, horas extras desnecessárias e como consequência a baixa produtividade, além de impactar na qualidade de vida e desvalorização da imagem da empresa pelos seus colaboradores. Acredito que se for uma empresa "séria" pode acontecer em algum ponto isolado e em função da produtividade ela deve resolver isto.



Eu trabalhei mais de 20 anos no turno de revezamento, nos primeiros anos, tive alguns problemas de estresse relacionados ao sono por ações repetitivas. Quando o horário mudava, ou seja, trabalhava de manhã e no dia seguinte tinha que trabalhar a noite, me irritava facilmente, ficava gripado... só de saber que iria fazer “zero hora”, até um simples barulho de aquário me incomodava. Resolvi mudar minha rotina de dormir,aceitei, me adaptei e meu organismo começou a responder melhor. Queria dormir muito por obrigação...já que tinha que trabalhar a noite e isto me incomodava e me gerava estresse, depois que passei dormir quando me sentia cansado, ou seja,dormir menos, o organismo aceitou.
Não digo que você se sinta normal perdendo várias noites de sono, mas como mudei a rotina, relaxei e o estresse desapareceu.

O QUE DEFINE UM EMPREENDEDOR?




1- Quais características do ser humano são importantes para o sucesso do empreendedor? Comente.


Visão:

A teoria visionária de L J. Fiíion (1991) nos ajuda a entender como se forma uma ideia de produto e quais as condições para que ela surja. Ela diz que as pessoas motivadas a abrir uma empresa vão criando, no decorrer do tempo, baseadas na sua experiência, ideias de produtos. Taís ideias, a princípio, emergem em estado bruto _ e refletem ainda “um sonho”, uma vontade não muito definida. Ou seja, ainda não sofreram um processo de validação, podem ainda não ser um produto.


Liderança :

Deve o empreendedor ser uma pessoa com autonomia, autoconfiança. Tem de acreditar que pode mudar as coisas, que é capaz de convencer as pessoas de que pode conduzi-las para algum ponto no futuro. Fílion chama a isso isso Conceito de si. Deve ainda possuir a capacidade de convencer as pessoas de que sua ideia é ótima e de que todos vão beneficiar-se dela. Enfim, deve saber persuadir terceiros e o ajudarem a realizar o seu sonho. É o que Fílion chama de Liderança.


Conhecimento:

E, lógico, é exigido de tal pessoa conhecimento do setor em que vai atuar.

O empreendedor sempre quer realizar os seus próprios sonhos. É alguém que busca incansavelmente a auto-reaiização...

... capaz de transformar o mundo.

... aprender com os insucessos...

O empreendedor aprende com os erros e fracassos, diante dos quais não se abate.

... o papel de ator principal...

O empreendedor acredita que pode convencer as pessoas a realizarem o seu sonho. Ele tem a capacidade de colocar o destino a seu favor, a certeza de fazer diferença no mundo.



"É preferível ser cabeça de sardinha a rabo de tubarão."



O empreendedor tenta antecipar situações e preparar-se para elas.

É alguém com capacidade de observação e de planejamento.



Segundo Timmons (1994), "o Empreendedorismo é uma revolução silenciosa, que será para o século 21 mais do que a revolução industrial foi para o século 20".


Fonte:Fernando Dolabela no livro “O SEGREDO DE L U I S A”

Autor: dolabela@reime.org.br

Primeira edição: Maio de 1999





Comentário:


O empreendedor deve ser uma pessoa que introduz inovações, assumindo riscos.

Sempre com uma forma diferenciada de administrar, vender, fabricar, distribuir, além de inovar na forma de fazer propaganda dos seus produtos e/ou serviços, com atitudes e ideias criativas.







• Presume-se que, se uma pessoa tem características e aptidões mais comumente encontradas em empreendedores de sucesso, terá melhores condições para empreender. Como se sabe, é pelas características comportamentais básicas que o candidato a empreendedor deve se pautar. Por outro lado, sem tais características, a pessoa terá dificuldades em obter sucesso. No estágio atual de conhecimento sobre Empreendedorismo, sabe-se como ajudar os empreendedores em potencial e os empreendedores de fato a identificar as características que devem ser aperfeiçoadas para obterem sucesso.

• A tese de que o empreendedor é fruto de herança genética não encontra mais seguidores nos meios científicos. Assim, é possível que as pessoas aprendam a ser empreendedoras, mas dentro de um sistema de aprendizagem especial, bastante diferente do ensino tradicional.

0 que ainda não se pode fazer no estágio atual de conhecimento na área de Empreendedorismo:

• determinar com certeza se uma pessoa vai ou não ser bem-sucedida como empreendedora;

• garantir que as pessoas dotadas das características essenciais ao empreendedor terão sucesso.


A alta taxa de mortalidade infantil. No mundo das empresas emergentes, a regra é falir, e não ter sucesso. De cada três empresas criadas, duas fecham as portas. As pequenas empresas (menos de 100 empregados) fecham mais: 99% das faiências são de empresas pequenas. Se alguns têm sucesso sem qualquer suporte, a maioria fracassa, muitas vezes desnecessariamente. A criação de empresas é um problema de crescimento económico.

Exige-se hoje, mesmo para aqueles que vão ser empregados, um alto grau de "Empreendedorismo". As empresas precisam de colaboradores que, além de dominar a tecnologia, conheçam também o negócio, saibam auscultar e atender às necessidades do cliente, possam identificar oportunidades, e mais: buscar e gerenciar os recursos para viabilizá-las.

Voce tem que aprender a aprender sozinho,o conhecimento de que necessita, diferentemente do aprendizado nas áreas onde se busca a resposta certa.

A grande virtude no Empreendedorismo é a capacidade de formular as perguntas pertinentes, que geralmente não apontam para uma só verdade, para uma única "resposta certa", mas para vários e diferentes caminhos e alternativas.


Filíon se refere à Visão complementar, que trata da gerência da empresa, da organização e controle das diversas atividades administrativas, financeiras, de pessoal, etc. Através da visão complementar é que se criará a estrutura para que o produto seja vendido aos clientes, da forma mais eficaz possível, gerando os resultados esperados (viabilidade, consolidação, crescimento,altos lucros).


Fonte:Fernando Dolabela no livro “ O SEGREDO DE L U I S A”

Autor: dolabela@reime.org.br

Primeira edição: Maio de 1999




Segundo Nonaka & Takeuchi (1997) há dois tipos de conhecimento que podem ser identificados. O primeiro deles, o conhecimento tácito, é aquele que diz respeito ao aprendizado acumulado pelo indivíduo no decorrer de sua vida, ou seja, corresponde a um conhecimento pessoal e arraigado no indivíduo, o que torna mais difícil a sua explicitação e comunicação. Este conhecimento é composto por duas dimensões distintas: a técnica, que corresponde ao know-how do indivíduo, e a cognitiva, que compreende as crenças, percepções, ideais, valores, emoções e modelos mentais individuais. O segundo tipo de

conhecimento, o explícito, consiste em um conhecimento formal, sistemático e, portanto,passível de ensino.


Uma vez que ambos os conhecimentos – tácito e explícito – são parte essencial da dinâmica de uma organização, o desenvolvimento de uma efetiva gestão do conhecimento encontra-se ligado não só à identificação desses conhecimentos no ambiente organizacional, mas também à necessidade de uma consciência sobre como ocorrem seus processos de troca

ou conversão.


O conhecimento consiste em uma somatória de experiência, valores, informação contextual e insights experimentados, a partir da qual é possível avaliar e incorporar novas experiências e informações (Davenport & Prusak, 1998)












Justificativa:


Pelo exposto nos resumos acima, necessitamos de uma visão complementar que se traduz no gerenciamento da empresa que você criou, sua organização e o controle das diversas atividades administrativas, financeiras, de pessoal, etc. Através disto é que se criará a estrutura para que o produto/serviço seja vendido aos clientes, da forma mais eficaz possível, gerando os resultados esperados (viabilidade, consolidação, crescimento,altos lucros).

É possível agregar valor para ser um empreendedor de sucesso, investindo no conhecimento explícito que adquirimos em cursos de administração, auto-aprendizagem, especializações e tecnologia vinculada à área de atuação.

Claro se for identificado que a pessoa tem as características e o perfil de empreendedor isto pode facilitar as coisas, mas não é fator de garantia de sucesso.

Estágio supervisionado : Identificação da empresa.

Página Nº 1 Estágio Supervisionado II
SUMÁRIO
1 IDENTIFICAÇÃO............................................................................2
2 HISTÓRICO DA PETROBRAS.......................................................3
3 HISTÓRIA DA RPBC................................................................... 5
4 RAMO DE ATIVIDADE................................................................. 6
5 LUGAR............................................................................................7
6 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS RPBC....................................8
Página Nº 2 Estágio Supervisionado II
1- IDENTIFICAÇÃO
Refinaria Presidente Bernardes
Endereço: Praça Marechal Stênio Caio de Albuquerque Lima, 1 - Jardim das
Indústrias - Cubatão - SP - CEP 11555-900 - Telefone: 3328-4004 - Rota 854-
4004.
CNPJ: 33.000.167/0147-57
Inscrição Estadual: 283.001.526.117
Contribuição em impostos: R$ 165 milhões/ano (ICMS).
Nome completo da empresa
Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), uma Refinaria do sistema
PETROBRAS (PETRÓLEO BRASILEIRO S.A). É uma empresa de grande
porte, sendo a terceira empresa de energia do mundo.
A PETROBRAS é uma sociedade anônima de capital aberto e economia mista,
sob controle do governo brasileiro.
Curiosidade
Na condição de maior apoiadora de iniciativas da comunidade, a
Petrobras/RPBC tem atuado em favor da melhoria da qualidade de vida,
educação, cultura, qualificação profissional e geração de renda de amplas
parcelas da população da Baixada Santista,sendo a maior pagadora de
impostos aos cofres da prefeitura da cidade de Cubatão com a cifra de 165
milhões por ano, o que não parece refletir no progresso da cidade, que
continua “proporcionalmente” em níveis sociais de 1955, ano que a Petrobras
foi criada.
Página Nº 3 Estágio Supervisionado II
2- HISTÓRICO DA PETROBRAS
Cronologia da Petrobras
Antes da criação da Petrobras, há uma série de iniciativas para descobrir
petróleo e regular a atividade no país. O escritor Monteiro Lobato se destaca
como incentivador da atividade, a primeira perfuração acontece no Paraná, em
1919, vinte anos depois acontece a primeira descoberta, no Recôncavo
Baiano.
A Petrobras é criada em outubro de 1953 pelo presidente Getúlio Vargas,
após dois anos de intensa discussão sobre o texto. A pressão popular é
encabeçada pela Campanha do petróleo, que exigia o monopólio estatal com o
célebre bordão “ O petróleo é nosso “. A lei estabelece monopólio na pesquisa
e extração, refino e transporte do petróleo e seus derivados.
Na década de 60 a produção de petróleo se consolida no país, atinge a
marca de 100 mil barris por dia e alcança a auto-suficiência na produção de
gasolina, óleo diesel e querosene. A primeira reserva de petróleo no mar é
descoberta em Sergipe. A empresa perfura o primeiro poço no mar na bacia de
Campos no Rio de Janeiro.
A Petrobras começa estender seus domínios para o exterior com a criação
da Transpetro em 1971. O choque do preço do petróleo entre 1973 e 1979 leva
a estatal a investir na pesquisa de novas jazidas e na exploração e produção
para o mercado interno. No final da década a produção de petróleo chegava a
165,5 mil barris de petróleo por dia, sendo 66 % em terra e 34% no mar.
Os altos preços do petróleo elevam em mais de 10 vezes os gastos do país
na importação do produto. Em busca de independência o governo intensifica
investimento na atividade e o Brasil se torna o terceiro produtor da América
Latina, perdendo apenas para México e Venezuela. A produção passa a
acumular recordes consecutivos e alcança a produção de 675 barris diários no
final de 1989.
Na década de 90 a Petrobras passa a desenvolver tecnologia para
exploração em águas profundas, chegando a produzir a quase 2 mil metros de
profundidade. Em 1997, a empresa perde e o monopólio sobre o petróleo
nacional, e no ano seguinte começa a fechar parcerias com empresas
privadas. A produção supera a marca de 1 milhão de barris diários. O gasoduto
Brasil-Bolívia começa a ser construído.
Até 2003 a produção supria 91% da demanda nacional. O país atingiu autosuficiência,
depois que a plataforma P-50 entrou em operação em abril de
2006, na Bacia de Campos.
O presidente Lula comemorou o feito com a mão melada de óleo, repetindo
gesto de Getúlio Vargas em 1952, como símbolo da campanha “O petróleo é
nosso”.
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Petrobras em números
· Investimentos
R$ 76 bilhões
· Receita Líquida
R$ 213 bilhões
· Lucro Líquido
R$ 35 bilhões
· Acionistas
576.975
· Presença Global
30 países
· Produção Diária
2.583.000 barris** por dia
428.000 barris de gás natural
· Reservas
16 bilhões de barris***
de óleo e gás equivalente
· Plataformas de Produção
132 (86 fixas; 46 flutuantes)
· Refinarias
16
· Rendimento das Refinarias
2.052.000 barris de derivados por dia
· Frota de Navios
291 (52 de propriedade da Petrobras)
· Dutos
29.398 km
· Biocombustíveis
6 usinas (4 de produção;
2 experimentais)
· Termelétricas
16 usinas
· Energia Eólica
1 unidade piloto
· Postos
8.477
· Fertilizantes
2 fábricas
* Dados referentes ao ano de 2010 - Atualização anual / Última atualização:
abril de 2011
** Barris por dia de petróleo e gás natural liquefeito (GNL)
*** Critério SEC (Securities and Exchange Commission)
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3- HISTÓRICO DA RPBC - Refinaria Presidente Bernardes – Cubatão.
História: O Progresso do Brasil passa por aqui!
Entre 1947 e 1948, terminada a II Guerra Mundial, um plano elaborado pelo
Departamento de Administração do Serviço Público (DASP), no governo do
Presidente Eurico Gaspar Dutra, definiu que num prazo de cinco anos o Brasil
deveria implementar grandes projetos de investimentos nas áreas de saúde,
alimentação e energia.
Em julho de 1949 foram assinados os primeiros documentos no Conselho
Nacional do Petróleo (CNP, criado em 1938) destinados à construção de uma
refinaria com capacidade de processamento de 45 mil barris/dia —
correspondendo a 80% do consumo de derivados do País—, com
equipamentos a serem fornecidos pelo consórcio francês Fives-Lille/Schneider
& Cie. O pagamento seria feito com créditos que o Brasil possuía com a
França.
O projeto de engenharia, compra, inspeção e expedição de materiais, bem
como as obras complementares, supervisão de construção e do início de
funcionamento da primeira grande refinaria brasileira foram contratados junto à
empresa norte-americana Hydrocarbon Research, Inc. A escolha de Cubatão
deveu-se à maior proximidade com o mercado, adequada infra-estrutura e a
razões estratégicas de defesa de suas instalações.
E foi assim que nasceu a RPBC - Refinaria Presidente Bernardes-Cubatão,
desde o início foi planejada para ser polivalente, pioneira na produção de
asfaltos, gasolina de aviação, fertilizantes, eteno, coque de petróleo e outros
produtos necessários à implantação da indústria petroquímica e de fertilizantes
do País.
Em 1955, o País inaugura a RPBC,
“a nova matriz de prosperidade comum”
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A inauguração da Refinaria Presidente Bernardes-Cubatão (RPBC) aconteceu
em 16 de abril de 1955, com a presença do então presidente da República,
João Café Filho. Naquele dia, Jânio Quadros, governador de São Paulo,
definiu-a como “uma usina gigante, que será a nova matriz de prosperidade
comum”.Seu nome foi uma homenagem ao presidente do Brasil, Arthur
Bernardes, que dedicou sua vida pública à defesa das questões energéticas,
criação da indústria petroquímica nacional e do monopólio estatal do petróleo.
A RPBC a primeira "escola de petroleiros" do País— é a 7ª unidade do Sistema
Petrobras em capacidade de refinação de petróleo e uma das que possuem
linha de produção de derivados das mais variadas.
Dos 170 mil barris de óleo processado por dia — produto que vem do Terminal
Marítimo Almirante Barroso, em São Sebastião, através de 120 km de
oleoduto.
4-RAMOS DE ATIVIDADE
A RPBC é uma refinaria com uma alta capacidade de conversão, apta a
produzir uma grande variedade de produtos. Além dos derivados normalmente
produzidos em refinarias (gás liquefeito de petróleo - GLP, Gasolina, Nafta,
Diesel e Óleo Combustível), a RPBC coloca no mercado produtos da linha
petroquímica (Benzeno, Tolueno, Xilenos), Hexano, Resíduo Aromático, Coque
de Petróleo, Gás Natural, Enxofre Líquido, além de ser a única produtora de
Gasolina de Aviação no país.
Números de funcionários da RPBC
Efetivo próprio: 1221
Efetivo contratado: 1196
Capacidade instalada da RPBC
170 mil barris/dia
Área: 7 km².
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5- LUGAR
A RPBC está localizada na cidade de Cubatão/ SP e é responsável por 9% da
oferta de derivados de petróleo do país. Por ser uma refinaria costeira, a RPBC
atende parte do mercado de cabotagem (Regiões Norte, Nordeste, Sudeste e
Sul) e também abastece parte do mercado da Grande São Paulo.
Área
Nesta área de 7 km² estão distribuídas as unidades de processo, área de
tancagem, sistemas auxiliares e de energia para operação das
plantas,sistemas de controle e tratamentos do meio ambiente( como tratamento
de sólidos, gases para atmosfera e efluentes hídricos), inclusive uma sala
cedida pela empresa a CETESB para monitoramento das condições
ambientais.
Infraestrutura:gerencia geral,comercialização,empreendimentos,engenharia,inspeção e
equipamentos,manutenção industrial,otimização,planejamento e
controladoria,produção,recursos humanos,segurança meio ambiente e saúde,
transferência e estocagem e suporte operacional. O suporte operacional se
desdobra em contratações e serviços, infraestrutura e suprimentos de bens.

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6- REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
● INTRANET,petrobras corporativa,não disponível
● PETROBRAS.google,disponível em< http://www.petrobras.com.br